FIOS DO FUTUTO

FIOS DO FUTURO – PROJETO DE FORMAÇÃO EM ARTES TÊXTEIS

  • 04 ODS – Educação de Qualidade
  • 05 ODS – Igualdade de Gênero
  • 08 ODS – Trabalho Decente e Crescimento Econômico
  • 10 ODS – Redução das Desigualdades
  • 12 ODS – Consumo e Produção Responsáveis
  • 17 ODS – Parcerias e Meios de Implementação
Número de Aprovação
264795
Data limite para captação
31/12/2026

Captado R$ 0,00

Valor Aprovado R$ 1.499.997,63

0% Captado

O projeto

Há muita gente capaz de costurar uma peça e pouca oportunidade para aprender a assinar o próprio trabalho. Entre uma habilidade desenvolvida pela prática e a possibilidade de transformá-la em criação reconhecida, profissão e renda, existe uma distância feita de cursos inacessíveis, falta de estrutura e ausência de espaços onde certos talentos possam ser vistos. É justamente nessa distância que o projeto “Fios do Futuro” atua.

Durante 12 meses, jovens, adultos e idosos de Recife participarão gratuitamente de uma formação em artes têxteis que reúne qualificação técnica, desenvolvimento humano e prática produtiva. A prioridade será dada a mulheres em situação de violência, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas em situação de vulnerabilidade social e integrantes de outros grupos historicamente minorizados. Públicos diferentes, mas frequentemente atravessados pela mesma dificuldade: encontrar oportunidades capazes de fortalecer sua autonomia e abrir caminhos concretos de trabalho e geração de renda.

A formação percorre modelagem, corte e costura industrial, com aplicação prática na produção de vestuário e bolsas e incorporação de princípios de upcycling e sustentabilidade. Cada etapa integra um processo no qual o participante aprende a compreender materiais, desenvolver uma ideia e conduzi-la até a criação de uma peça com identidade própria. A formação também aproxima esse conhecimento da realidade produtiva da moda, permitindo enxergar como uma habilidade pode se tornar trabalho autoral e possibilidade de sustento.

O projeto reconhece algo essencial: oferecer uma oficina é diferente de construir condições para que alguém se perceba capaz de criar. Por isso, a formação acontece ao longo de vários meses, permite experimentação e acompanha o amadurecimento de cada participante. Uma habilidade antes exercida sem orientação pode ganhar precisão; uma ideia guardada pode encontrar forma; um saber muitas vezes subestimado pode conquistar reconhecimento como expressão artística e possibilidade profissional.

Essa experiência também alcança uma dimensão íntima. Criar uma peça, acompanhar sua evolução e apresentá-la publicamente ajuda a reconstruir confiança, autoestima e sentido de pertencimento. Para pessoas que convivem com a violência, a discriminação, a invisibilidade ou a falta de oportunidades, ser reconhecido pelo próprio trabalho pode representar uma mudança concreta na maneira de enxergar a si mesmas e imaginar o futuro.

A abertura aparece também na forma de ensinar. Parte das atividades utiliza máquinas, enquanto outras se dedica inteiramente às técnicas manuais. Quem nunca teve contato com equipamentos, possui alguma limitação ou se expressa melhor pelo trabalho das mãos encontra outras possibilidades de participação. A inclusão está presente no próprio desenho da experiência.

À frente desse percurso está Roberta de Almeida Lepage, designer recifense cuja trajetória atravessa gerações de mulheres artesãs, ateliês franceses e a realidade cotidiana da moda autoral. Roberta conhece o caminho completo de uma peça: a escolha do material, o desenvolvimento criativo, a produção, a circulação e a chegada ao mercado. Sua experiência aproxima formação artística e prática produtiva sem reduzir a criação a uma atividade meramente comercial.

O cuidado ambiental acompanha o processo por meio do aproveitamento consciente dos tecidos, do upcycling e da criação de peças pensadas para durar. Sustentabilidade, nesse contexto, é uma maneira de produzir: olhar para a matéria com atenção, reconhecer o que ela ainda pode oferecer e criar valor sem alimentar a lógica do descarte.

Ao final do projeto, um desfile leva as peças ao encontro da cidade. A passarela marca uma mudança de lugar. Quem chegou para aprender apresenta publicamente aquilo que concebeu, produziu e ajudou a colocar em cena. O trabalho ganha visibilidade e autoria; o participante deixa de ser percebido somente por sua condição social e passa a ser reconhecido por aquilo que é capaz de criar.

O “Fios do Futuro” aproxima pessoas com talento e poucas oportunidades de uma formação capaz de transformar esse potencial em técnica, confiança e perspectiva profissional. Quando uma habilidade ganha conhecimento, espaço e assinatura, ela também pode ganhar mercado, renda e futuro.

  • Formação profissional em modelagem, corte e costura industrial, com aplicação prática na produção de vestuário e bolsas e incorporação de princípios de upcycling e sustentabilidade.

⚬ 3 ciclos formativos de 4 meses, ao longo de 12 meses;
⚬ 2 turmas de 15 participantes por ciclo;
⚬ 6 turmas e 90 participantes no total.

  • 1 coleção coletiva de vestuário e bolsas, reunindo as produções desenvolvidas pelas seis turmas.
  • 1 desfile de culminância, com apresentação pública da coleção e dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes.

Público-Alvo

  • Jovens, adultos e idosos de Recife, com prioridade para pessoas em situação de vulnerabilidade social, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ e outros grupos historicamente minorizados ou com acesso reduzido à formação artística e profissional.
  • 90 participantes ao longo dos três ciclos formativos, distribuídos em 2 turmas de 15 participantes por ciclo.

  • 1 desfile de culminância, com público ampliado aberto à sociedade.

 

 

 

Acessibilidade

  • Realização das oficinas e dos desfiles em espaços com rotas acessíveis, rampas ou elevadores e banheiros adaptados;
  • Disponibilização de intérprete de Libras;
  • Oferta de audiodescrição nos conteúdos e apresentações;
  • Presença de profissionais de apoio capacitados para acompanhar pessoas neurodivergentes e participantes que necessitem de suporte adicional;
  • Transporte gratuito para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, idosos e respectivos acompanhantes.

 

Democratização

  • Oferta de 100% das vagas gratuitamente;
  • Prioridade para mulheres em situação de violência, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas em vulnerabilidade social e integrantes de grupos historicamente minorizados;
  • Oferta de transporte gratuito para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, idosos e respectivos acompanhantes;
  • Destinação gratuita de 20% dos produtos resultantes do projeto para fins sociais ou educativos, incluindo instituições públicas de ensino.

 

Social

  • Democratização do acesso à formação qualificada em artes têxteis;
  • Fortalecimento da autonomia, da autoestima e da capacidade de reconstrução de mulheres em situação de violência;
  • Inclusão produtiva de pessoas LGBTQIAPN+, pessoas em vulnerabilidade social e grupos historicamente minorizados;
  • Ampliação do sentimento de pertencimento e do reconhecimento público dos participantes como criadores;
  • Valorização de saberes artesanais transmitidos entre gerações;
  • Criação de espaços de convivência, troca de experiências e formação de vínculos;
  • Desenvolvimento de repertório artístico, técnico e profissional.

 

Ambiental

  • Estímulo ao aproveitamento consciente de tecidos e materiais;
  • Redução do descarte têxtil por meio do upcycling e da reconstrução de peças;
  • Utilização de pigmentos naturais em processos de tingimento;
  • Incentivo à criação de produtos duráveis e de menor impacto ambiental;
  • Formação de participantes atentos à origem, ao uso e ao ciclo de vida dos materiais;
  • Disseminação de práticas sustentáveis aplicáveis à moda e à produção artesanal.

 

Econômico

  • Qualificação de participantes para atuação na moda, no artesanato e na produção têxtil;
  • Ampliação das possibilidades de trabalho, geração de renda e autonomia financeira;
  • Transformação de habilidades informais em competências técnicas e produtivas;
  • Estímulo à criação de produtos autorais com potencial de circulação e comercialização;
  • Fortalecimento da cadeia local da moda e das artes têxteis;
  • Movimentação de fornecedores, profissionais, espaços e serviços contratados em Recife;
  • Incentivo ao empreendedorismo e à organização de iniciativas produtivas próprias ou coletivas.

 

Contrapartida

  • Aplicação da marca nos materiais digitais e impressos, página do projeto, vídeos, peças de divulgação e sinalização dos eventos;
  • Presença da marca no desfile, com inserção em painéis, telas, backdrop e comunicações de abertura e encerramento;
  • Possibilidade de ativação de marca durante o desfile;
  • Possibilidade e criação de espaço instagramável inspirado em tramas, tecidos e processos criativos do projeto;
  • Menção ao patrocinador em releases, entrevistas, publicações nas redes sociais e conteúdos de resultados;
  • Disponibilização de convites e área reservada para colaboradores, clientes e convidados no evento;
  • Visita guiada às oficinas para grupos indicados pelo patrocinador, com apresentação do processo formativo;
  • Possibilidade de realização de oficina de experimentação têxtil para colaboradores da empresa;
  • Encontro com Roberta de Almeida Lepage sobre moda autoral, sustentabilidade, inclusão produtiva e autonomia;
  • Possibilidade de exposição temporária das peças produzidas em espaço do patrocinador;
  • Ação de mobilização em comunidade ou instituição indicada pela empresa, respeitados os critérios de seleção e o perfil prioritário do projeto;
  • Entrega de relatório final com registros, alcance, indicadores sociais e resultados das ações realizadas.

 

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