- Número de Aprovação
- 265360
- Data limite para captação
- 31/12/2026
Captado R$ 0,00
Valor Aprovado R$ 3.318.340,00
0% Captado
04 ODS – Educação de Qualidade
08 ODS – Trabalho Decente e Crescimento Econômico
10 ODS – Redução das Desigualdades
11 ODS – Cidades e Comunidades Sustentáveis
12 ODS – Consumo e Produção Responsáveis
17 ODS – Parcerias e Meios de Implementação
Captado R$ 0,00
Valor Aprovado R$ 3.318.340,00
0% Captado
Uma câmera nunca guarda tudo. Escolhe um ângulo, recorta a paisagem e deixa parte da história fora do quadro. Em Trancoso, um dos lugares mais fotografados do Brasil, ficaram dispersas justamente as memórias que dão profundidade à imagem: as vozes dos moradores, as mudanças do vilarejo, as tradições, a presença Pataxó e os registros de uma vida cultural que não cabe em cartão-postal.
O MIC Trancoso vem para ampliar esse enquadramento. O plano bianual assegura sua manutenção durante dois anos e cria as condições para uma nova exposição permanente, concebida como um percurso entre território, imagem e cinema.
A narrativa começa pela própria Trancoso. Fotografias, documentos, mapas, objetos, festas e depoimentos reconstituem a formação do vilarejo e as transformações que o levaram de uma comunidade marcada por tradições locais a um destino de projeção internacional. A paisagem conhecida pelo visitante ganha nomes, acontecimentos e pontos de vista de quem pertence ao lugar.
Dessa memória, o olhar se volta para as máquinas que aprenderam a registrá-la. Câmeras fotográficas e cinematográficas, projetores, televisores e equipamentos de diferentes épocas mostram como a imagem mudou ao longo do tempo – e como cada avanço tecnológico alterou nossa maneira de observar, contar e preservar uma história. O acervo aproxima gerações: quem viveu a fotografia analógica reconhece seus gestos; quem nasceu diante das telas descobre o caminho percorrido até elas.
O cinema completa esse percurso com uma história produzida em Trancoso. Desde 2018, o Festival de Cinema reúne realizadores, forma jovens, exibe produções regionais e nacionais e constrói uma relação singular com a cultura Pataxó. Ao chegar ao décimo ano, em 2027, o evento já terá formado um patrimônio próprio: filmes realizados nas oficinas, troféus, fotografias, homenagens, depoimentos, registros do Awê e memórias de artistas, moradores e lideranças que atravessaram suas edições. No MIC, esse legado deixa de aparecer somente durante o Festival e permanece disponível ao público durante todo o ano.
A curadoria de Flávia Barbalho nasce de dentro dessa trajetória. Idealizadora e diretora do Festival, ela acompanhou a formação do acervo e as relações que deram identidade ao evento. Essa proximidade permite construir uma exposição com verdade, sem reduzir Trancoso a uma sucessão de datas ou o cinema a uma coleção de equipamentos.
A manutenção garante equipe, conservação, pesquisa, organização e digitalização do acervo, visitas mediadas e atendimento contínuo. Instalações imersivas, recursos de acessibilidade e conteúdos em português, inglês e espanhol tornam essa memória próxima de moradores, estudantes, pesquisadores e visitantes de diferentes origens.
Trancoso já conquistou o mundo pela imagem. O MIC dá voz às histórias que nenhuma fotografia, sozinha, seria capaz de contar.
Classificação livre: Moradores, comunidades Pataxó, estudantes, professores, pesquisadores, profissionais da cultura e turistas brasileiros e estrangeiros.
Seu formulário foi enviado com sucesso.
Entraremos em contato com você em breve.